Beijing em 1, 2, 3, 4 dias...

Beijing é uma cidade fácil de explorar a pé. Confira nossas dicas do que fazer em 1, 2, 3 ou 4 dias na capital chinesa!


Se você quer estar perto das principais atrações de Beijing, se hospede no centro. O sistema de hostels na China, como na  Coréia do Sul, é ótimo, mas bem diferente do sistema dos hostels do continente Europeu e Americano. Aqui na China você geralmente não tem a opção de cozinhar no hostel, e já faz quase um mês que comemos na rua. É algo muito importante a se considerar quando sair para uma viagem tão longa.

O que nós sempre fazemos é garantir a boa localização do nosso local de estada. Então, quando ficamos no Happy Dragon, apesar dos pesares, nos facilitou acesso a pé a muitos pontos turísticos, e quando a pernada era muito esticada, o metrô estava logo ao lado.
 

1. Praça Tiananmen e arredores

Em um dia dá para visitar a Praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial), os prédios que compõem o conjunto arquitetônico da praça e seus arredores mais e menos distantes. Tudo depende do quanto você está disposto a andar em um dia!!

O peso da "nação comunista" impera na área da praça e é um super passeio. O Congresso Nacional, o Templo dos Heróis, o Mausoléu do Mao, estão todos ali. 

 Monumento aos Heróis do Povo, ao fundo, o Museu Nacional da China

Monumento aos Heróis do Povo, ao fundo, o Museu Nacional da China

  Grande Salão do Povo ( Great Hall of People )

 Grande Salão do Povo (Great Hall of People)


Museu do Palácio / Cidade Proibida (Forbidden City)

Do outro lado da rua fica o Museu do Palácio, também chamado de Cidade Proibida, o palácio foi residência oficial de vários líderes chineses e no passado era vetada a entrada de pessoas que não vivessem ali, daí a origem do nome do lugar. É impressionante o tamanho da "cidade". São por volta de 980 edifícios, com mais de 8000 quartos, e dá para visitar alguns deles por dentro. É tudo muito bonito!!! 

Parque Jingsham

Ao final da Cidade Proibida, avista-se o Parque Jingsham, que inclui uma colina artificial construída com terra da construção da Cidade Proibida. A vista é incrível, e a cidade imensa! Não dá para ter idéia do tamanho da cidade quando olhamos de baixo. 

Parque Nacional Sichahai

Se sobrar um tempinho, ainda dá para caminhar até área histórica do Parque Nacional Sichahai, com seus lindos lagos que ficam super iluminados a noite.


Qian Men (Zhengyangmen)

A poucas estações de metrô do Parque Sichahai, fica Qian Men (Zhengyangmen), um cantinho histórico de Beijing que costumava ser a entrada Sul da cidade no passado. Hoje é uma rua só para pedestres, cheia de restaurantes e lojinhas.


2. Explore o hutong (ruas estreitas) de Andingmen e Yonghegong

Hutongs é um tipo de "rua estreita" ou beco, normalmente associadas a cidades no Norte da China, especialmente a Beijing. Os hutongs ao redor das estações de Andigmen e Yoghegon é atração imperdível quando em Beijing. Durante o dia conheça os templos simpáticos do bairro, e a noite curta a vida noturna com seus ótimos bares e restaurantes que misturam cozinhas de diversas partes da China. 

Se você descer na estação Yonghegong logo cedo, reserve o dia para passear por lá. É lotado de pequenos comércios religiosos super coloridos, e como chegamos lá tarde demais, só conseguimos ver o Templo Lamma por fora! O Templo de Confúcio, grande filósofo Chinês, também fica logo ao lado.

Comida e mais comida no Yun'er Xiaozhen

Embora não tenhamos feito nenhum grande amigo Chinês, tivemos o Krzisz, que mora aqui a quase 4 anos e está bem inserido na cultura Chinesa, e o Mikael, que já deu aula de inglês aqui por bastante tempo, e entende bem da cultura local. O Krzisz é Polonês e o Mikael Norueguês... O Mikael era um dos poucos estrangeiros do nosso vôo atrasadíssimo indo de Seoul a Beijing, que estava lotado de chineses. Depois de todo o perrengue que passamos juntos, encarado com humor e solidariedade, nos sentindo mais próximos, e combinamos de sair para jantar. Eles nos levaram pra comer no Yun'er Xiaozhen.

 Baiju!

Baiju!

Comemos muita coisa boa. O Krzrisz e o Mikael são frequentadores assíduos do lugar, então deixamos eles nos guiarem e foi maravilhoso. O prato que mais gostamos foi um franguinho cozido e desfiado, que é servido como um ceviche, com rodelas de limão em conserva... Os pratos vem todos desordenados e são postos no meio da mesa, todo mundo ataca junto, estilo grande família, sem frescura 😊  Não se esqueça de experimentar o Baijiu, uma “cachaça” típica Chinesa (fuerte!! Aii!)!

Restaurante Yun'er Xiaozhen (云洱小镇)
Endereço: 84 N Luogu Alley, Dongcheng Qu, Beijing Shi, China, 100007.


Bar 8-Bit

O pós jantar foi no 8-Bit, um bar bem internacional, na mesma rua do restaurante, com preços bem europeus. O frisson da noite não foram os cocktails, mas os vídeo-games que ficam disponíveis nas mesas com opções de jogos dos nossos tempos. Jogamos Mario Bros e Street Fighter depois de 20 anos! Foi épico! Os bêbados agradecem!


3. Muralha da China - de Jinshaling a Simatai Oeste

Os passeios para ver a muralha mais famosa do mundo são oferecidos por sessões, já que a Muralha da China é dividida em trechos que se estendem para fora da Capital Beijing. O Mú encanou que queria visitar a parte da muralha que fosse o menos turística possível, e para tentar baratear o passeio ao máximo, queria fazer tudo independente. O objetivo dele era ficarmos sozinhos na muralha, mas seria um “plano de difícil execução” por não existirem ônibus de linha que fazem a rota até lá, e a opção de contratarmos um motorista só para nos levar até lá sairia mais caro, já que o cara teria que ficar lá esperando por nós, sem falar que ele talvez não tivesse conhecimento algum sobre qualquer coisa por ali.

O Mú finalmente se deu por vencido, então pegamos um tour que achamos pela Internet e saía de um hostel pertíssimo do nosso.

Escolhemos visitar a sessão da Muralha mais distante de Beijing que sai de Jinshaling e vai até Simatai Oeste. São 6 km de caminhada no total, com partes originais e restauradas da muralha. Os mais de 150 km de estrada até Jinshaling, são percorridos em 3 horas; longe o suficiente do centro de Beijing. A sensação quando chegamos lá foi de ufa, a nuvem negra passou!!!

Durante todo o passeio pudemos respirar mais aliviados, depois de 3 dias nos sufocando no cheiro das nossas próprias babas 😷

Foi de fuder de impressionante! Os 6.000 km de Muralha vão muito além do que os nossos olhos podem alcançar, e essa imensidão nos deixou completamente extasiados. É um pouco contraditório pensar em liberdade num lugar que foi construído para dividir e separar, mas nos sentimos livres. Estávamos sem máscaras, o sol apareceu, não cheirava mal e estávamos praticamente sozinhos (era meio de semana e não estava lotado de turistas) o que foi ótimo!!!

Imagina tudo o que essa muralha já viu??? A guerra contra a Mongólia - razão da construção da Muralha, o comércio da seda e o controle de imigração (entre outros)... Algumas partes da muralha foram construídas no século 200 antes de Cristo, depois em 7 antes de Cristo, mas como muita coisa na China, foi na Dinastia Ming (1368-1644) que a muralha foi reconstituída, fortificada e reformada; mais próxima de como é hoje. Foi definitivamente uma tarde mágica. Nos sentimos privilegiados.


4. Mercado de Seda (Silk Market) e Mercado de Moscas (Flea Market

O maior balde de água fria tomamos quando resolvemos conhecer o Mercado de Seda. Saímos de casa porque pensamos que fôssemos ver seda "sendo produzida" e comercializada num “super mercadão” de tecidos. Fiquei louca esperando experimentar da expressão cultural local, algo bem old school. Chegamos lá e era um shopping enorme, cheio de lojas pra gringo ver 😞 Tudo muito caro e bem Ocidental. Como era longe de tudo, perdemos meio-dia para desenrolar o rolê.

 A entrada para o shopping do Mercado de Seda

A entrada para o shopping do Mercado de Seda

Decidimos sair do Mercado de Seda e tentar salvar o dia indo direto para o Mercado Panjiayuan, o Mercado das Moscas. Esse mercadão é vivo, colorido, cheio de badulaques e lotado de locais. Exatamente o que esperávamos encontrar, os preços são bons, quando bem negociado, se você precisar de alguma lembrancinha. 

Saímos de lá com as energias revigoradas. Dá só uma olhada no que esperar do Mercado de Moscas, compensa absurdos 😊

 

5. Teatro Ópera de Pequim

Quando visitamos o Parque Jingsham, um chinês da nossa idade começou a conversar conosco. Ele era de Beijing, tinha morado em Nova York por alguns anos, e ficou curioso em saber que língua falávamos. Disse que éramos brasileiros, e ele ficou surpreso. Disse que parecia bem “fora no normal” que quiséssemos visitar a China, e mais especificamente Beijing. Como ele falava inglês super bem, pedimos para que ele nos recomendasse algo imperdível para fazer em Beijing, e ele indicou o Teatro Ópera de Pequim. Ele nos deu o endereço com o nome da estação mais próxima, e recomendou uma sessão em inglês, julgando que poderia ser complicado entender a Ópera sem domínio do Mandarim... Disse a ele que iríamos, mas como havíamos feito no Teatro Kabukizan no Japão, iríamos sem tradução mesmo, para não nos desconcentrar da experiência em si.

Foi uma das expressões dramáticas mais sensacionais que tive o prazer de presenciar. A maquiagem dos atores, os movimentos de dança, a ópera, o canto, os instrumentos ao vivo no canto do palco, o figurino! Nunca havia visto algo tão fascinante no teatro. Foi 1 hora de espetáculo e até conseguimos entender o contexto da história quando começamos a debater sobre a atuação. Ainda hoje não me canso de assistir o vídeo que fizemos de dentro do Teatro. Que satisfação!
 


Outras recomendações

Não fomos no Palácio de Verão (Summer Palace) e só vimos o Templo dos Céus (Temple of Heaven) de longe, a noite. Esses dois lugares também devem entrar na lista de "coisas para fazer em Beijing" se você tiver mais do que 4 dias sólidos de passeio por lá!

E você, já foi a Beijing? O que você mais gostou? Compartilhe!